terça-feira, 27 de dezembro de 2011

''11 coisas que aprendi em 2011''


É, e mais um ano vem chegando ao fim, 2011 pra mim definitivamente foi um ano marcante e como costumo dizer acabou se tornando um divisor de águas em minha vida.
Conheci lugares, descobri e vivi os sentimentos mais diversos, conheci pessoas que mudaram minha vida de formas inimagináveis, e (sim) aprendi  muito.
Fiz e refiz as mesmas coisas de sempre, mas de maneiras diferentes e vi que os resultados podem ser outros.
Portanto neste clima resolvi fazer uma lista das coisas mais importantes que aprendi neste ano:
1-      Tudo que começa rápido e intenso demais, acaba da mesma forma, pois neste curto período não sobra tempo para se adaptar, e tudo fica maçante de uma hora para outra.

2-      Nada é perfeito, nada nasce perfeito e nunca vai ser, pois a idéia é que através das imperfeições e das tentativas de correção, nasçam soluções, compatibilidade e compreensão

3-      Espaço não significa distancia, e sim respeito.

4-      Revolução de sofá não leva a nada, se temos um ideal devemos levantar e lutar por ele e ser a mudança que queremos ver.

5-      Erros jamais devem ser esquecidos, devemos aceita-los com a cabeça erguida, afinal de contas é através deles que podemos crescer. Não se aprende sem cair.

6-      A amizade não se mede, nem com freqüência, contato  e/ou presentes.Ela simplesmente existe, e no fundo, bem no fundo sabemos quando ela é real.

7-      O ditado: ‘’O mundo dá voltas’’, é real, sem mais.

8-      Nada começa ou termina sem um ponto não importando como e por quem é imposto.

9-      O tempo realmente sabe tudo,e na duvida,deixe ao seu encalço.

10-   As coisas com as quais mais nos preocupamos, são sempre as que mais demoram a acontecer, por isso sofrer por antecedência não é uma opção válida.

11-   Problemas e decepções são monstros criados por nós mesmos, e dentro de cada um esta o ancinho e tocha para afugentá-los e por conseqüência também a estaca para erradicá-los.

''Enfim, que venha 2012, que seja um recomeço e um ano de mudanças. E mesmo que não seja o ultimo, vou viver cada dia como se fosse! (Intensidade é a palavra de ordem!).''

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

(Devaneios) ''Pré-Natal''



É chegou aquele momento do ano, onde todos fazem um retrospecto de tudo que se passou, onde acontece um fenômeno geral que prefiro denominar de humor ‘’Pré-Natal’’...
Ficamos a mercê de lembranças, sentimentos e de certa forma esperançosos, aguardando a tal mudança da virada de ano.
Recomeço? Continuação?
Sei que parece cedo pra tais analises, afinal ainda faltam mais de 20 dias para o final do ano, porem sei que a tendência é que com o passar dos dias meus poucos resquícios de razão sumam gradativamente a medida que as emoções começam a tomar conta.
Enfim...
Creio que este ano foi pra mim um divisor de águas, e seus acontecimentos serviram para que meus conceitos sobre diversas coisas fossem redefinidos.
Não me arrependo de nada que tenha feito, mesmo sabendo que magoei muitos com algumas de minhas atitudes, mas de certa forma descobri com isso o valor das verdadeiras amizades e quem realmente posso chamar de ‘’amigos’’.
Este ano literalmente descobri o que é viver, senti o que é a liberdade e o que é a repressão, vivi o contraponto.
Enfrentei fantasmas do passado, dei a luz monstros, e vivenciei momentos inesquecíveis,  com pessoas também inesquecíveis.
Senti na pele o que é se relacionar, amar e perder. Vi que as coisas mais impossíveis e improváveis podem acontecer ao acaso, basta você estar no lugar certo na hora certa.
Carreguei cruzes que pareciam ter toneladas, e com as mesmas fui crucificado.
Descobri que sou dado aos extremos, percebi a demasia de humanidade que possuo, e quão vulnerável posso ser, lhe ofereço o céu e logo lhe desejo o inferno, odiei perdoando.
Se cresci, não sei, só o tempo dirá.
O que me resta é pensar no que o próximo ano me reserva, e quais conceitos serão redefinidos.
Creio que este não seja o ultimo desabafo do ano, e sei também que quando voltar a escrever posso estar diferente ou mais ‘’igual do que espero estar’’. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

''Impulso Vital''

Eis que me surge uma vontade de viver,jogar tudo ao ar,sem ter condições ,nem meios de arcar com as conseqüências,simplesmente,esquecer do que não foi bom,mesmo que tenha sido à um minuto,um dia,um mês ,não sei.
Reviver aquela grande historia ,aquela que por tempos ficou guardada,sendo revirada vez ou outra,mas sempre privada de sentir o ar,de suspirar .
Reavivar aquele grande amor,à partir de uma fagulha,centelha esta que acende no coração a expectativa de fazer tudo certo uma outra vez.
Renegar as pedras,ignorar os empecilhos ,trilhar o caminho vendado ,com a certeza de chegar ao destino ileso.
Se jogar no mar ,esperando ser salvo ,mesmo este estando revolto e confuso.
Dizer eu te amo ,pra quem já sabe apenas para reforçar.Saber que este é correspondido,mas esta implícito,esperando talvez um empurrão.
Fazer de conta que não vai forçar nada,mas já almejando o prêmio para o coração cansado.
Acreditar no final feliz.

''Talvez seja este o tal ‘’impulso vital’’ que tanto ouço falar,aquela motivação que surge do nada,mas que muda a maneira de pensar, agir e sentir.
E mesmo que este  resida apenas em nossas mentes,em nossos corações,faz com que possamos acordar e ter motivos para viver,para seguir em frente,não se importando se as decisões vão se exteriorizar,ou apenas ficar guardadas em um pequeno altar de sentimentos.
Motivos ,são motivos,e a fé no seu sentido mais amplo é a determinação em relação a estes tais motivos internos,é o impulso diante destas questões únicas e particulares de cada alma que sonha,de cada ser que almeja e se permite viver''.



Desta vez a escolha da imagem foi diferente,trata-se de uma pintura de Van Gogh que gosto muito chamada : ''Uma Noite Estrelada sobre o Ródano'', que causa em mim algo de nostálgico,e esperançoso.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Razões!!?

Todos nós temos sempre a mania de tentar achar as razões por detrás dos acontecimentos,vivemos procurando o tal do ‘’Por que?’’.
E acabamos sempre naquele ponto onde se esta obcecado,paranóico ,quase louco,tentando desvendar a trama,tentando saber quais atitudes levaram a o que,quais palavras foram ditas certas,e quais erradas,que ações desencadearam tal fato.
Mas aprendi com o passar dos anos tentando achar meios para meus fins,que isto não leva à nada,talvez a insanidade.Na verdade ,é uma perda de tempo todo este esforço,pois as coisas acontecem da forma que tem que acontecer,não há volta (pelo menos ainda ninguém inventou uma maneira de voltar). Resumindo, aprendi que devemos fingir que as coisas acontecem do nada,aceitar que são surpresas do Universo (cito o Universo como exemplo meu,mas pode ser surpresa de qualquer entidade ou força que você acredite), e se não acontecem da forma que queríamos,podemos consertar,sem necessidade de se ‘’descabelar ‘’ pelos motivos,afinal já esta feito!

’Procuro não entender mais nada,e espero que com o tempo as coisas aprendam a me entender’’

Enfim...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

(Devaneios de uma mente sem sono) ''Ponto''


Já passam das 3h da manhã,mas o sono não vem,estou de certa forma embriagado de sentimentos.
Espero um ponto,algo que finde ou dê continuidade,pois de certa forma a definição literal de ponto é ampla ,mas no momento as únicas cabíveis,são a de que é a origem ou  o final!
Mas como aceitar o findar de algo que nasceu com o intuito de ser eterno?
Como fazer com que a razão  supere o coração,uma vez que este é incansável,masoquista e sem um pingo de orgulho.
Devo iniciar um novo parágrafo,aceitar os pontos que me foram impostos,parar de tentar transformá-los em reticências.
Um dia talvez,quando olhar para traz,verei que deste,se seguiram textos,histórias trágicas,bonitas,enfim não sei quem sabe.
Parto dele agora,e se por acaso a vida fizer com que eu volte à ele,tudo bem, se não ,pelo menos sei que existiu e me deu um rumo.
Desconexo,simplesmente desabafando,limpando um pouco a alma destes devaneios que insistem em me atormentar.
O fim é o fim ,devo aceitar.
(O melhor conselheiro para seus dilemas é você mesmo,se escute,eu estou tentando)
Boa noite...devaneios... 

domingo, 16 de outubro de 2011

''Criatura e Criador"



Todos nós possuímos demônios ,monstros ,problemas,decepções ,e sempre denominaremos como algo ruim,mas seja qualquer que sejam os nomes ou identidades impostas ,devemos sempre se conscientizar de que foram criados por nós mesmos,não há ninguém melhor para combatê-los do que seu próprio criador .
Tal o dilema do Doutor Frankenstein,que na literatura clássica,criou um ser monstruoso,para ser perfeito,porém não obteve sucesso,e não conseguia decidir,matava sua criação,ou simplesmente o negligenciava e esperava que o mesmo o matasse.
Em certas ocasiões ,somos colocados em tal encruzilhada,ou matamos nossa criatura,ou a deixamos solta ,esperando que alguém mate.
Devemos simplesmente nos encarregar de nossos atos,por mais difícil que seja,doa a quem doer,a criatura é problema do criador,não espere que a multidão o alveje com pedras e ancinhos,tome a atitude você mesmo,mate-o antes que o mesmo o faça,só você conhece seus pontos fracos e fortes,só você tem o que é preciso para exterminá-lo,e independente da apatia que tenha obtido,é um problema e deve ser sanado.
Sei que é um pouco difícil de entender,mas problemas na maioria das vezes são resolvíveis,então vamos parar de nos fazer de vítimas e vamos resolvê-los.

domingo, 2 de outubro de 2011

''Erros Humanos''


Todos nós ,bípedes  com polegares opositores e com a prepotência que nos torna ''Humanos'' ,cometemos sempre o mesmo erro,e talvez seja o mais perigoso de todos .
Temos a mania e ou costume de achar que somos capazes de encontrar e corrigir nossos próprios erros e problemas,porém nos esquecemos que somos seres sociais e não apenas a opinião individual conta ,sempre é necessário ter opiniões externas para tal indagação,pois o que importa  é nossa imagem perante os demais.
Então aprenda a escutar ,se estiver certo de um ou mais erros só tenha certeza real, quando o mesmo for exposto por quem estiver ao seu lado,aí sim trabalhe para corrigi-los.
Não tome atitudes egoístas ,o crescimento (confesso que esta palavra anda me assombrando ultimamente) pessoal é sempre alcançado por um processo básico chamado experimentação (erros e acertos) ,que só acontece quando somos aprovados e ou reprovados pelos outros.
Não estou falando nada novo,apenas expondo fatos implícitos e comuns do desenvolvimento humano,que hora ou outra se tornam realidade integrante de nossas vidas.
Enfim...reflexões advindas do meu próprio processo de crescimento pessoal,que confesso,está um pouco atrasado ultimamente.
Talvez um pouco complicado de entender.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

''Rotina"


Grilhões ,o que são?
São correntes  pesadas presas antigamente aos pés de presos e escravos,limitando assim seus movimentos,e fazendo das tentativas de fuga algo quase impensável .
Pensemos então em nossa Rotina: acordar,comer sempre no mesmo horário,assistir sempre os mesmos programas, escutar sempre as mesmas musicas e noticias nas mesmas rádios,abrir o guarda-roupas e ver as mesmas roupas,encontrar as mesmas pessoas,discutir os mesmos assuntos,entrar e sair do trabalho/escola/faculdade sempre no mesmo horário,enfim isto e mais um pouco que chamamos de ‘’Vida Cotidiana’’.
Esta tal rotina,é um vicio, imposto e obrigatório (forçado),pois sem ela nada acontece , somos obrigados a carregar estes ‘’Grilhões’’  eternamente.
Raul Seixas uma vez cantou sobre ‘’O dia em que a Terra parou’’ e eis sua letra:

(...)Essa noite eu tive um sonho
de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou
com o dia em que a Terra parou

Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como que se fosse combinado em todo
o planeta
Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém ninguém

O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não tava lá
E o guarda não saiu para prender
Pois sabia que o ladrão, também não tava lá
e o ladrão não saiu para roubar
Pois sabia que não ia ter onde gastar

No dia em que a Terra parou (Êêê)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou

E nas Igrejas nem um sino a badalar
Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
E os fiéis não saíram pra rezar
Pois sabiam que o padre também não tava lá
E o aluno não saiu para estudar
Pois sabia o professor também não tava lá
E o professor não saiu pra lecionar
Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar

No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Uuu)
No dia em que a Terra parou

O comandante não saiu para o quartel
Pois sabia que o soldado também não tava lá
E o soldado não saiu pra ir pra guerra
Pois sabia que o inimigo também não tava lá
E o paciente não saiu pra se tratar
Pois sabia que o doutor também não tava lá
E o doutor não saiu pra medicar
Pois sabia que não tinha mais doença pra curar

No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Foi tudo)
No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou

Essa noite eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, acordei

No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Eu acordei)
No dia em que a Terra parou (Acordei)
No dia em que a Terra parou (Justamente)
No dia em que a Terra parou (Eu não sonhei acordado)
No dia em que a Terra parou (Êêêêêêêêê...)
No dia em que a Terra parou (No dia em que a terra
parou) (...)


Confesso que é algo que abre diversas opiniões,mas na minha (que nem é tão importante assim),a musica descreve um dia onde todos livraram de sua rotina ‘’imposta’’ ,e devido a isto,tudo pára,pois assim como pássaros engaiolados livres não sabem o que fazer depois de soltos,nós sem rotina também não saberemos.
Então quer dizer que sou um radical tradicionalista que defende uma rotina regrada até o fim da vida?
Pelo contrario,estou sufocado por ela!
Mas o que podemos fazer,já que é algo ‘’obrigatório’’ para o funcionamento da sociedade (se é que podemos colocar assim) ?

Opções:

Quem sabe,afrouxar um pouco as correntes não seja algo possível?
Tornar decisões contraditórias,talvez não seja de todo mal ?
Talvez seguir esta mesma ,mas por caminhos alternativos seja uma opção?
Sabemos que é um fardo,mas que tal’’fingirmos que ele não existe’’,e simplesmente viver o hoje como um novo dia (Ninguém precisa saber!) .

''Tudo é flexível,mesmo que só um pouco,até mesmo as correntes desta tal Rotina!''

Enfim...


quinta-feira, 14 de julho de 2011

''Pra sempre?''

Nós temos a mania e/ou o hábito de se proteger e apegar no ''pra sempre'',porém é algo inevitável, como já diz a música : (...)Sem saber que o pra sempre ,sempre acaba (...) .

Sei que nos sentimos bem e seguros ao afirmar coisas do tipo : ''Sempre te amarei'',''estarei sempre ao seu lado'',''serei sempre seu amigo'' etc.

Mas pense,quantos destes ''Pra sempre'' não foram em vão?
Quantas pessoas que te afirmaram isto ainda estão ao seu lado ?
Quantos amores eternos já não acabaram?
Não é hipocrisia ,nem frieza da minha parte (acho) ,é a mais pura realidade.
Por ser algo imprevisível,tente abdicar-se desta expressão ,atenha-se ao "Agora" (por mais repetitivo que eu esteja sendo) .Diga coisas do tipo : "Eu te amo'',''Sou seu amigo'' ,''Estou ao seu lado'',use (e viva!) os verbos no presente.
O ''por vir'' não nos pertence ,por isso para que estas afirmações se prolonguem,faça por onde,mas neste exato momento,não prometa,pois não sabe se vai cumprir.
O presente esta ao alcance de todos o futuro não...


domingo, 10 de julho de 2011

Palavras jogadas...

Talvez esta musica represente um contexto antigo do meu ser,que pode estar morto ou apenas adormecido...


Altar particular (Maria Gadu)


(...)Meu bem, que hoje me pede pra apagar a luz 
E pôs meu frágil coração na cruz
Do teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje, sinto que 
o tempo da cura tornou a tristeza normal
Então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós 

Se enfim, você um dia resolver mudar 
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo, faço melhor do que lhe parecer
Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta (...)


Talvez ,tenha me tornado um herege desta religião chamada amor,tenha tirado meu coração deste tal altar ,não sei se é o correto,não sei se o passado me assustou a tal ponto e me tornou incrédulo...
Magoa ,saudades ,paixão e esperança,misturados em mim,lutando pra se aliar à nostalgia e tomar conta do ''agora''...
Eu mudei? O mundo mudou? Ou as coisas são realmente assim?
Quem sabe eu tenha aprendido a olhar tudo em uma nova perspectiva,só que esta me assusta.
Palavras jogadas ao vento,sem nexo,apenas expelidas do âmago da situação.
Enfim...desabafo...



domingo, 26 de junho de 2011

''Aurora particular''

Reflexos de mim, palavras exteriorizadas do ''meu agora'', talvez infantis ,quem sabe desconexas...Quem se importa!?



Depois de tanto tempo
encerrado em amores inconclusivos,
sentimentos destrutivos.
Olhei-me no espelho e resolvi me amar.
E quando enfim amar tudo o que houver pra amar em mim,
talvez ame alguém,’’alguéns’’  ou ninguém,
não sei!
Tudo quero ,de tudo um pouco,
talvez de novo,
talvez pela primeira vez .
Vontade de escrever,falar,gritar ,
simples  fome de vida!
Lá vou  eu então,
devorar o mundo
e gastar a vida que ainda tenho!
Usar o passado como degrau,
abrir o presente
e ser o futuro que espero!
Correr ,cair e levantar.
Simplesmente viver! 

''Paulo Roberto dos Santos''

''Algumas linhas sóbrias...''





Como já disse e escrevi ,parece que temos um bloqueio para criar ou escrever quando tudo esta bem,algo do tipo ‘’Sóbrios alegres são chatos,e bêbados depressivos líricos’’ ,porém hoje vou tentar quebrar este tabu mental que acabou se condicionando na minha mente.
Pois então...
Certo dia ,há alguns meses voltando da faculdade ,estava eu no ônibus praticamente afogado em dilemas e problemas (financeiros,familiares,sentimentais) ,e no caminho acabei passando perto de uma inauguração de loja,ou algo do tipo,mas o que me chamou atenção  não foi isso ,e sim um palhaço,sim um palhaço.Ele estava em cima de pernas de pau ,olhou para mim e acenou,com um olhar tão inocente e alegre,como a tempos não via,que me contagiou por segundos ,mas fez com que esquecesse  por este breve período meus problemas,assim como uma criança esquece de tudo quando vê seu pai chegar com doces.
Pensei muito neste fato,e cheguei a conclusão de quão egoístas somos ,quando tratamos  de problemas pessoais,quaisquer que sejam,nos fechamos e  contaminamos todos ao redor com esta ‘’nuvem negra’’ que nos cerca.Mas e aquele palhaço (e todos os outros)?
Eles não tem problemas?
 Debaixo de suas maquiagens não há pais de família batalhadores,seres humanos como nós,que tentam viver com os mesmos dilemas (sejam quais forem)?
A resposta é sim!
Mas ao contrario de nós (ao meu ver,talvez seja só um devaneio),se empenham em vestir o personagem e cumprir a função de alegrar e espalhar esta filosofia a todos,esquecendo assim do resto (mesmo que seja por breves horas),sempre com sorrisos puros e olhares alegres,tão contagiantes que não há quem não se alegre.Não sei se os admiro,ou tenho inveja.
Devemos todos ter um ponto de fuga,para não se afogar em coisas vãs e extremamente degradantes,como problemas e dificuldades,que consomem toda nossa energia e alegria.Esta fuga pode ser  um personagem (Tal os palhaços),um  hobbie ,ou o famoso botãozinho do ‘’Foda-se’’ que muitos adotam ,etc.
Hoje em dia,não importa,se nos foi dada a capacidade de desligar nossa mente de certas coisas,aproveitemos então e vamos dar férias aos problemas (que na maioria das vezes são resolvíveis,pode acreditar).







‘’Coloque seu nariz vermelho,faça do mundo seu circo e simplesmente aguarde os aplausos,que eles virão!’’

segunda-feira, 20 de junho de 2011

''Futuro?!''


Constantemente vemos alguem falando,ou até mesmo nós falamos coisas do tipo :
''No futuro quero que...
Ainda vou conseguir...
Um dia...''
Mas pense,o tempo que perdemos pensando ou simplesmente esperando este tal ''futuro'',é o mesmo tempo que poderíamos estar gastando garantindo que estes objetivos se tornem reais.
Einstein uma vez disse algo mais ou menos assim: '' Não penso no futuro,pois ele chega muito rápido'' .E é real,não estou dizendo para abandonarmos os objetivos e apenas viver,e sim,para mantermos nossas metas,e trabalhar no agora para que elas possam ser reais um dia,sem se perder em expectativas que podem nos sabotar,apenas levando em consideração as experiências adquiridas.O por vir  não nos pertence ,mas ele vem...
Aproveite o ''agora''' como um presente único,afinal é este o nome dele ''PRESENTE'' (Coincidência?)
Experimente andar apenas olhando para frente,que aposto ,uma hora você tropeçará ,mas se estivesse olhando por onde anda, saberia do que desviar,e enfim chegaria ao destino ileso.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Pular ou não???

Voltando a me rebuscar na mitologia,tomo como exemplo Safo,famosa poetisa grega que por um amor sofreu anos e anos.Diz-se que certo dia,cansada de todo este sofrimento subiu em um penhasco e de lá jogou-se com a seguinte expectativa,ou morria de uma  vez ou os deuses fariam com que seu amor fosse curado de uma vez por todas.
Pensemos então nesta história com um olhar ‘’filosófico’’ ,digamos que o ‘’além do penhasco’’ seja o mundo além a ‘’alienação do amor’’,e a decisão de pular abre duas possibilidades:
Se jogar e literalmente quebrar a cara,afinal este mundo ‘’livre’’ não é pra você (que provavelmente só consegue viver se em simbiose com alguém,ou coisa  dependente do tipo), ou ,aprender a viver bem em função de si mesmo e conseguir viver sozinho e/ou acompanhado tendo certo que dois nunca serão um, serão sempre dois mas em harmonia (se conquistada).
Experimente, pule ,os resultados variam,diferentemente de Safo que dependia de seus deuses.
Enfim...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

''O grão''

O grão,
pequeno Grão de areia,
vivia sempre a mercê do vento ,do tempo,
nunca soube  seu lugar,
uma hora aqui,outra ...(não sei)
Lamentava sempre da sua vida efêmera,
lamentava seus relacionamentos curtos,
sempre que se envolvia,tinha amizades ou algo do tipo,
soprava o vento,e la ia o pobre pra outro lugar.
Parou um dia no fundo do mar,
depressivo,sentindo-se incapaz de se firmar,
entrou numa ostra,e lá ficou.
Remoeu antigos amores,pensou nas dores,e desistiu...
Cada vez mais se fechando,e sem perceber
criou barreiras,se privou do mundo.
Seu claustro  transformou-se em uma perola,
se arrependeu,mas não mais tinha volta,
de seu exílio nunca mais poderia sair.
Pensou quão idiota fora por não perceber
que as coisas são perfeitas enquanto duram,
não importando se muito ou pouco,
que o vento sempre nos leva ,mas um dia pode nos trazer de volta...
Agora o pobre grão ,em sua alva prisão ,desfila solitário no pescoço da moça,
que um dia  de seu colar vai cansar ,e enfim guardá-lo no porta jóias.



terça-feira, 7 de junho de 2011

''O homem que via e o menino sem olhos''

Certa vez,existia um homem,que não era rico nem famoso,mas era feliz.Dizia que sua alegria era ver alegria nos outros.
Um dia ia andando,e deparou-se com um pequeno menino sem olhos,olhou para ele e perguntou:
-Oi tudo bem?
O menino procurando de onde vinha a voz respondeu:
-Tudo! Por que?
-Por nada -respondeu o homem -Passar bem!
No outro dia,tornou encontrar o menino,e decidido,puxou assunto novamente,perguntou-lhe,se era feliz,se já nascera assim ou já havia enxergado alguma vez?
O menino respondeu-lhe sinceramente:
-Feliz?Sou sim!
-Enxergar?Não faço a mínima idéia do que seja!
Intrigado com a resposta,o homem pensou no quão egoísta era (pelo menos para ele mesmo),por poder ver tudo,e o pobre garoto nada!
Resolveu dar-lhe os olhos,afinal,desta vida já viu muito e tem como se recordar.
O garoto agradeceu a gentileza ,e sem pensar caiu na estrada,agora com olhos via um futuro!
Anos se passaram,e o homem feliz,se tornou o velho feliz,mas sem olhos,e o menino sem olhos,tornou-se o rapaz que via.
O rapaz certa vez,ia andando,quando de repente ,
Sentiu-se puxado  e escutou uma voz rouca:
-Olá,será que pode me ajudar?
Quando olha ,vê um velho sem olhos.Sem perceber que o pobre senhor era o mesmo que lhe presenteou com os olhos pergunta:
-O que quer?
-Apenas ajuda para atravessar a ponte -responde o velho.
O rapaz ríspido,negou-se a ajudar,saiu andando e disse:
-Se vira,estou atrasado,se é cego o problema não é meu!
O velho com um sorriso,também sem imaginar que aquele era o mesmo menino a quem ele deu os olhos ,acenou-lhe ,e disse:
-Não irei atrapalhá-lo,peço a outro,passar bem!
Até hoje não sabem que se encontraram,e que no passado os papéis se invertiam.


Altruísmo ? É dar sem querer reconhecimento,é a satisfação pelo ato e nada mais.
Vivemos sacrificando nossa visão de futuro pelo bem dos outros,mas quando somos nós os cegos,ninguém se propõem ao mesmo...
HÁ VANTAGEM NO ALTRUÍSMO?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

''O menino sozinho que amava uma estrela''


O menino  sozinho
uma noite olhou pro céu,
lá viu uma estrela .
Não qualquer estrela,
para o solitário garoto,
era a mais brilhante,
a mais linda
e também mais distante.

Não demorou a se apaixonar.
Amava seu ponto de luz,
noite após noite montava vigília,
passava horas admirando.
Narrava fatos e histórias,
se declarava com ares de Dom Juan,
mas era tão inocente quanto a filha dos Capuleto¹.
Trazia a tira colo sempre um agrado,um presente.
Que sempre apresentava,
mas não sabia como entregar.

Pedia sempre licença,
e gritava com a Lua ,quando a mesma estava cheia
Dizia:
-Me desculpe senhora,mas quem pensa que é?
-Tentando com este seu brilho refletido,ofuscar minha estrela!
Mas nada conseguia

O tempo ia passando,
conforme as noites chegavam ao fim,
e o Sol aparecia o menino  Punha-se a chorar,
Chorava tanto,
(Que acho ) que o céu resolveu não chover por um tempo,
afinal,a terra de lágrimas já estava encharcada.
Mas com o véu da noite,
Que podia ser fria ,
podia ser quente,
vinha a alegria do Solitário espectador.
E se por acaso
O céu ficava nublado,o menino
praguejava e gritava com as malditas nuvens que o atrapalhavam.

E a estrela,o que achava de tudo isto?
Há quem diga (O próprio menino)
Que ela brilhava forte e com alegria
em agradecimento e compaixão
(Afinal ,quem somos pra julga-lo?)

Certa vez,não agüentou,
pegou uma escada,a mais alta que achara
e resolveu ,que iria roubar de seu celeste amor um beijo.
Subiu ,subiu e pulou!
Mas ao contrario do que pensava,
sua esperança não lhe deu asas,
E o pobre apaixonado,
Tal Ícaro² frustrado
caiu de cara no chão.
Tentou ,varias e varias vezes,
pois certa vez escutou:
-A esperança é sempre a última que morre!
Mas de nada adiantou,
Acabava sempre com a cara marcada
e o coração em pedaços.

Não agüentou.
Pensou ,pensou,e pensou mais um pouco,
e lhe veio a idéia!
-Vou oferecer-lhe meu coração!
-Que maior prova de amor pode existir?
Na noite seguinte,declarou-se da forma mais linda que sabia,
usou palavras suas , evitou citações,
preferiu sinceridade e simplicidade.
Depois do bolso,puxou um punhal,
cravou-lhe no peito,arrancou o coração e disse :
-Aqui,o que ontem podia até não ser seu,
mas hoje é,
sempre vai ser...
Sem perceber,
caiu sem vida no chão.
Por incrível que pareça,
com os olhos brilhantes, fulgurando esperança
e um sorriso de tonto apaixonado na face.

Naquela noite,a estrela brilhou,
Mas quem viu,sabe, com um brilho funesto,sóbrio e triste.
Há quem diga que não notou diferença,
Mas quem sabe,percebeu...

“Paulo Roberto dos Santos”




 ¹Filha dos Capuleto: Refere-se a Julieta,que se apaixona perdidamente por Romeu,em Romeu e Julieta De Willian Sheakespeare.
² Ícaro:Na mitologia grega,construiu asas de cera para chegar ao céu,porem as mesmas derreteram com o calor do sol e ele caiu ao chão.


Sem sentido?
Talvez,mas quem conhece, sabe...
Enfim...