segunda-feira, 18 de julho de 2011

''Rotina"


Grilhões ,o que são?
São correntes  pesadas presas antigamente aos pés de presos e escravos,limitando assim seus movimentos,e fazendo das tentativas de fuga algo quase impensável .
Pensemos então em nossa Rotina: acordar,comer sempre no mesmo horário,assistir sempre os mesmos programas, escutar sempre as mesmas musicas e noticias nas mesmas rádios,abrir o guarda-roupas e ver as mesmas roupas,encontrar as mesmas pessoas,discutir os mesmos assuntos,entrar e sair do trabalho/escola/faculdade sempre no mesmo horário,enfim isto e mais um pouco que chamamos de ‘’Vida Cotidiana’’.
Esta tal rotina,é um vicio, imposto e obrigatório (forçado),pois sem ela nada acontece , somos obrigados a carregar estes ‘’Grilhões’’  eternamente.
Raul Seixas uma vez cantou sobre ‘’O dia em que a Terra parou’’ e eis sua letra:

(...)Essa noite eu tive um sonho
de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou
com o dia em que a Terra parou

Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como que se fosse combinado em todo
o planeta
Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém ninguém

O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não tava lá
E o guarda não saiu para prender
Pois sabia que o ladrão, também não tava lá
e o ladrão não saiu para roubar
Pois sabia que não ia ter onde gastar

No dia em que a Terra parou (Êêê)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou

E nas Igrejas nem um sino a badalar
Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
E os fiéis não saíram pra rezar
Pois sabiam que o padre também não tava lá
E o aluno não saiu para estudar
Pois sabia o professor também não tava lá
E o professor não saiu pra lecionar
Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar

No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Uuu)
No dia em que a Terra parou

O comandante não saiu para o quartel
Pois sabia que o soldado também não tava lá
E o soldado não saiu pra ir pra guerra
Pois sabia que o inimigo também não tava lá
E o paciente não saiu pra se tratar
Pois sabia que o doutor também não tava lá
E o doutor não saiu pra medicar
Pois sabia que não tinha mais doença pra curar

No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Foi tudo)
No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou

Essa noite eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, acordei

No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Eu acordei)
No dia em que a Terra parou (Acordei)
No dia em que a Terra parou (Justamente)
No dia em que a Terra parou (Eu não sonhei acordado)
No dia em que a Terra parou (Êêêêêêêêê...)
No dia em que a Terra parou (No dia em que a terra
parou) (...)


Confesso que é algo que abre diversas opiniões,mas na minha (que nem é tão importante assim),a musica descreve um dia onde todos livraram de sua rotina ‘’imposta’’ ,e devido a isto,tudo pára,pois assim como pássaros engaiolados livres não sabem o que fazer depois de soltos,nós sem rotina também não saberemos.
Então quer dizer que sou um radical tradicionalista que defende uma rotina regrada até o fim da vida?
Pelo contrario,estou sufocado por ela!
Mas o que podemos fazer,já que é algo ‘’obrigatório’’ para o funcionamento da sociedade (se é que podemos colocar assim) ?

Opções:

Quem sabe,afrouxar um pouco as correntes não seja algo possível?
Tornar decisões contraditórias,talvez não seja de todo mal ?
Talvez seguir esta mesma ,mas por caminhos alternativos seja uma opção?
Sabemos que é um fardo,mas que tal’’fingirmos que ele não existe’’,e simplesmente viver o hoje como um novo dia (Ninguém precisa saber!) .

''Tudo é flexível,mesmo que só um pouco,até mesmo as correntes desta tal Rotina!''

Enfim...


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