O grão,
pequeno Grão de areia,
vivia sempre a mercê do vento ,do tempo,
nunca soube seu lugar,
uma hora aqui,outra ...(não sei)
Lamentava sempre da sua vida efêmera,
lamentava seus relacionamentos curtos,
sempre que se envolvia,tinha amizades ou algo do tipo,
soprava o vento,e la ia o pobre pra outro lugar.
Parou um dia no fundo do mar,
depressivo,sentindo-se incapaz de se firmar,
entrou numa ostra,e lá ficou.
Remoeu antigos amores,pensou nas dores,e desistiu...
Cada vez mais se fechando,e sem perceber
criou barreiras,se privou do mundo.
Seu claustro transformou-se em uma perola,
se arrependeu,mas não mais tinha volta,
de seu exílio nunca mais poderia sair.
Pensou quão idiota fora por não perceber
que as coisas são perfeitas enquanto duram,
não importando se muito ou pouco,
que o vento sempre nos leva ,mas um dia pode nos trazer de volta...
Agora o pobre grão ,em sua alva prisão ,desfila solitário no pescoço da moça,

Um comentário:
A cada dia que passa, você fica mais poético...
Acho que realmente era pra eu comprar aquele livro e te emprestar... ele te inspirou não a criar mas, a desenvolver...
So proud!!!! :3
Love u!!
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